Em parceria com Livroterapia MS (Instagram: @livroterapi_ams)
Charles
Dickens é bem conhecido por suas histórias de fantasmas, mas ao mesmo tempo em
que invoca o sobrenatural, ele aproveita para denunciar
injustiças sociais presenciadas em vida, já que fora contemporâneo
da Revolução Industrial. Dickens viu o progresso acompanhado do sofrimento de
uma classe trabalhista marginalizada pelo capitalismo, a qual representou com
excelência em suas personagens. O autor também usa como palco a
época do Natal, período em que normalmente as pessoas estão mais abertas a reflexões.
Com textos
profundos e linguagem simples, sua obra traz uma interessante mensagem de esperança
e otimismo, ao passo que mostra a crueldade do sistema. Dickens era animado para
que esse cenário mudasse. Infelizmente, após mais de um século de sua morte, o panorama
segue. Há um tempo, eu já havia tentado fazer uma abordagem sobre ele [confira aqui 👉https://literalizandoideias.blogspot.com - como o tempo passa rápido...].
Um dos contos dessa coletânea da Martin Claret que me chamou a atenção foi ‘a história dos duendes que raptaram um coveiro’. Nele conhecemos Gabriel Grub, coveiro de um cemitério, que trabalhará na noite da véspera de Natal. Contudo, ao chegar ao seu destino laboral, ele é incitado duramente a rever sua relação com as pessoas e com si próprio, quando uma legião de duendes zombeteiros aparece no cemitério e lhe mostra recortes de uma humanidade pobre e sofrida, mas que tenta fazer o seu melhor para enfrentar as hostilidades desse planeta. Gabriel, figura amarga e muitas vezes maldosa, não gostava de ver a felicidade das pessoas. Se avistasse uma criança carente, mas alegre por poder brincar, ele tomava aquilo como um veneno para sua alma, chegando mesmo a rosnar para as pessoas que tentavam cumprimentá-lo.
O objetivo da história é simples: mostrar a importância da autoavaliação e rever comportamentos. Dickens não conta sobre o passado de Gabriel Grub para entendermos a origem de suas insatisfações, mas seu comportamento é semelhante ao de um certo Ebenezer Scrooger, de ‘um conto de Natal’. O final de Gabriel deixo que vocês descubram, mas uma coisa é certa: ‘a história dos duendes que raptaram um coveiro’ é curtinha e merece uma chance.
"Ele viu
aqueles que haviam sido criados com delicadeza e educados com carinho: eram
otimistas diante das privações e superiores ao sofrimento que teria arrasado
muitos homens de formação mais dura – isso porque traziam dentro do peito a
matéria bruta de que são feitas a felicidade, a satisfação e a paz de espírito."
Você pode conferir a história aqui 👉https://literalizandoideias.blogspot.com
Beijos de luz e fiquem com Deus...


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