Em
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Inglaterra
rural. Começo do século 19. Um adorável patinho aristocrata e solteiro, Donald
Duckcy, vai passar uma temporada em Netherfield Park, próxima à fazenda onde
vive Elizabeth (Lizzy) Pennet, mas as circunstâncias levam-na a acusá-lo,
equivocadamente, de orgulhoso e prepotente. Pudera, Duckcy adota uma postura
desconfiada e de superioridade em relação às pessoas do local; e a
interferência inadequada da família de Lizzy para um romance entre sua irmã
Jane e Mr. Bingpat, o amigo de Darcy (ops! Duckcy) que o acompanha, favorece
ainda mais o comportamento deste, que desaprova o vínculo porque a moça não tem
dote. Somem a altivez de Duckcy à personalidade geniosa da Lizzy e o resultado
é uma relação baseada na admiração e em desencontros que resultam no nascimento
de sentimentos mais fortes e mutuamente recíprocos. Contudo, não vamos entrar
em mais detalhes e, sim, ao que realmente interessa: alguém conhece essa
história? ela não lembraria Orgulho e Preconceito, da querida Jane Austen e
eternizado na adaptação cinematográfica de 2005, com Keira Knightley?
Que Jane Austen foi uma
escritora encantadora e que deixou um legado inestimável de personagens que
protagonizam situações que incitam reflexões sociais atemporais, isso é um
fato. Mas o que teríamos se alguns desses personagens fossem representados pela
turma da Disney? Sim! o resultado seria uma nova, cômica e original adaptação,
simples assim.
Teresa Radice e Stefano Turconi, um casal de cartunistas italiano (sim! são marido e mulher) presentearam os leitores com uma maravilhosa quadrinização de Orgulho e Preconceito, obra-prima da querida Jane. Usando um elenco de peso da Disney, a maioria da Família Pato, cada um deles foi ajustado ao seu personagem correspondente do mundo de Austen, a exemplo da Margarida como Elizabeth Pennet (Bennet, no original) e do desastrado Peninha como Mr. Bingpat (Charles Bingley, no original). Palmas para o Donald que representou Mr. Darcy com excelência! (Na minha opinião).
Trata-se de uma leitura que vale
muito a pena, principalmente para quem é fã de um ou do outro universo, ou dos
dois. A adaptação mantém até mesmo os arranjos sociais como figurino e relações
contratuais sobre herança e matrimônio da época. Para quem deseja conhecer Jane
Austen, esse pode ser um ótimo começo, mas também pode ser interessante que o
leitor conheça primeiramente a obra original antes de ler a adaptação em
quadrinhos. Fica aí para a reflexão. Se o legado de Jane Austen é um feito da
literatura mundial, a adaptação feita pelo casal italiano é um feito da
literatura em quadrinhos, na minha humilde opinião.
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