Ao me deitar ontem à noite, fiquei pensando em como seria
minha próxima publicação aqui. Se eu conseguiria continuar. Afinal, não é
sempre que elas querem entrar na sua mente e permitir que você externalize-as.
Eu tentava dormir, mas elas, as palavras, ficaram me rodeando e
rodeando e batendo a minha mente, insistindo para entrar. Só que eram muitas. Não sabia como fazer, mas
eu tinha que aproveitar, pois não é algo que possamos nos permitir, pelo menos
é o que eu já vi por aí. Nem sempre a melhor forma para se expor algum pensamento
aparece quando da nossa vontade. E às
vezes, torna-se necessário esperar.
Fiquei me lembrando de como é bom ler certos textos
reflexivos. Mas será que quem os escreve gosta que o leiam ou que reconheçam e
elogiem? Eu sou, de fato, alguém que se envergonha ao receber elogios. Muitos autores
utilizam o dom como atividade rentável, mas nem todos pensam igualmente. Tá bem, sei que para muitos autores, é o único meio de ganhar a vida. Quando
nos colocamos no lugar do outro, é mais fácil analisar a situação.
Com tudo isso, acabei me recordando de uma certa época de
minha vida que, durante um dos meus cursos acadêmicos, conheci por acaso um garoto,
chegando a adicioná-lo em uma das várias redes sociais que a tecnologia vem
usando para escravizar as pessoas. Talvez a minha ação tivesse sido
influenciada por amigas do meu círculo na época. Não sei. Só sei que o fiz. Logo
em seguida, executei algo que é bem comum às pessoas quando adicionam alguém na
sua rede e a outra aceita, que foi verificar o seu perfil. Nisso, algo me
chamou a atenção. Ele tinha outras ferramentas identificadas em seu perfil, mas
uma foi a mais forte.
A pessoa em questão
era autor de blog. Não resisti e, com a curiosidade despertada, logo o acessei.
Sim, acessei e comecei a ler seus textos sem me importar se eu estava sendo invasiva. Meu pensamento era que, se a pessoa escreve e
publica, então é permitido o acesso de segundos, terceiros. Sim, eu era e sempre
fui uma segunda, terceira..
Seus textos eram bem reflexivos e faziam você parecer que
estava flutuando, de tão suaves e bem escritos que eram. Nunca tinha visto algo
assim, pois nem sempre uma leitura te deixa à vontade. Uma linguagem simples,
acessível... Enfim, tudo o que os viciados em leitura gostam. Afinal, a
essência de uma produção pode ser interessante, mas se não for bem passada,
poderá trazer danos.
Logo mandei um comentário elogiando sua produção. Não sei se
fiz certo, pois a impressão que me deu foi de estar entrando em sua
privacidade. Até hoje me sinto assim. Não sei.
Vários pensamentos começaram a me rodear. Estou eu sendo
muito invasiva? Afinal, quem éramos um para o outro? Principalmente eu para ele. Mas autores gostam de elogios. Mas nem todos o consideram assim nem gostam de terem suas produções comentadas. Deveria eu ter pedido
primeiro sua permissão? Se sim, talvez não obtivesse a tão visada permissão. Será que a
timidez estava sendo um fator limitante? Eu mesma estou usando do anonimato
aqui. São ou podem ser vários os fatores.
Cheguei a pedir-lhe que não parasse de alimentar a
ferramenta. Claro, é o que se espera de um leitor para o autor, ou não? Mas sei que se fosse hoje, eu não o teria feito, pois agora sei que
não é sempre que a pessoa está inspirada. Não é sempre que as palavras querem
deixar a brincadeira de roda e te deixar organizá-las no papel. Muitas vezes elas
te pregam peças.
Enfim, como é difícil avaliar, refletir sobre certas coisas
da vida. Dizem que devemos fazer o que estamos com vontade. Mas será que a
nossa vontade atingirá de forma positiva o outro? Quem sabe.
Mas agora sei que, em se tratando delas, temos que saber
esperar.
Não sei se minhas colocações foram bobagens. Só sei que escrevi porque tive vontade e, exatamente as que estão aqui, ficaram me pedindo para organizá-las, falando comigo, impedindo-me de dormir.
Não sei se minhas colocações foram bobagens. Só sei que escrevi porque tive vontade e, exatamente as que estão aqui, ficaram me pedindo para organizá-las, falando comigo, impedindo-me de dormir.
Palavras, palavras, palavras e mais palavras....
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