Quanto valemos? Aliás, valemos?

Estava deitada na cama esperando o sono chegar, mas quem chegou foram outros convidados, na verdade convidadas... as palavras... Elas chegam sem avisar. Enfim, é bom, pois há um tempo não escrevia. Não o fazia porque não sabia sobre o quê. Afinal, não é para todo mundo que um texto pode germinar da noite para o dia no papel.
Uns dizem que a falta de sono é insônia trazida pela ansiedade. Mas e o que será que traz a ansiedade? Muitos fatores, mas um deles, que eu tenho certeza, é o próprio ser humano.
Andava pensando em como são as pessoas. Claro que não posso falar por quem não conheço, generalizar o mundo, mas a partir dos que estão na sua roda de convívio diária, é possível fazer com que você levante questionamentos sobre a natureza humana.
A natureza humana é difícil. E sei também que muitas das pessoas que lerem essas palavras pensarão que quem as colocou aqui o fez por falta de ter o que fazer, pois não é fácil você ter tido um dia complicado e, exatamente às 00:57 ainda estar aqui. Mas as palavras que nascem aqui ajudam na companhia, contando com a do nosso Criador, é claro.
Gostaria de sabe o que as pessoas têm contra as outras. Por que não querem ver o crescimento intelectual, profissional das que estão ao seu redor. E por que não conseguem respeitar as diferenças do próximo.
Quando você sorrir é questionado. Quando você não está bem é motivo de falas, é tido como antipático ou mal-amado. Por quê? E se você questiona as atitudes, tentando se defender, você está errado. Mas quando precisam de você, muito do comportamento muda.
Por que o ser humano é assim? Tão interesseiro a esse ponto? 
Quando presencio episódios assim, vejo que o livro do Touro Ferdinando, de Munro Leaf, não é mera ficção, um conto infantil. Mas Ferdinando era diferente e não ligou para o que os outros pensavam, nunca enfrentou para depreciar os que o incomodavam porque não o aceitavam como era.
Quem dera que todos fossem como o Ferdinando.
Vejo muitas pessoas que frequentam a igreja e dizerem a outras que precisam ir mais à igreja. Eu considero conselhos medíocres, pois essas mesmas pessoas não agem conforme o que ensinam as Escrituras Sagradas ... Pelo menos eu não vejo.
De qual igreja? Não importa. Venho convivendo com diferentes religiões. Religiões cristãs. É aí que entra a prática. É muito fácil você dizer que vai à igreja, mas praticar o que ela reza ... eis a questão... eis o desafio... Vejo muito preconceito espalhado pelo mundo, falta de respeito, e isso é o que faz com que os humanos não consigam se libertar da grande nuvem negra que paira onde vivemos.
E onde vivemos? Em um mundo onde você só vale o que tem. Não precisa ser apenas bens materiais não. Bens físicos naturais (que não duram muito tempo, sabemos) e até mesmo bens intelectuais.
Os bens intelectuais? Sim... Também.
Só que para mim, há um paradoxo em relação aos bens intelectuais. Há casos em que as pessoas se aproximam de outras apenas pela propriedade intelectual que elas podem dar-lhe. Há casos que não há aproximação se a pessoa não contar com tais dotes. E há casos em a pessoa não libera o conhecimento que sabe no momento adequado.
Porém, já dizia La Fontaine com uma frase bastante reflexiva: “Nada possui aquele que não usa o que tem.”
Sim, por que não transmitir o que sabe? E para o remetente, o destinatário só vale até onde sabe?
Quando pensei no título para esse momento, pensei em estar exagerando, mas não. "Quanto valemos? Aliás, valemos?" seria em relação aos demais que estão ao nosso redor. Para muitos valemos o que temos. Mas para o nosso Criador, sabemos que o caminho é outro.
Então, tomemos cuidados com os padrões. Estereotipar é um verbo que precisa de cuidados para não ser conjugado no presente do indicativo na prática, pois as consequências podem ser desastrosas. 









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