Boa tarde, pessoal
Já faz umas semanas que estive na livraria com uma amiga, apenas para apreciar
o ambiente mesmo. Porém, há certos ambientes que não se contentam apenas com a
nossa apreciação e nos fazem levar um pouquinho dele conosco. Foi aí que olhávamos os livros de menores
tamanhos e bati o olho nas “Fábulas do Esopo”, uma edição da Martin Claret.
Sempre gostei de adquirir livros sobre fábulas. Tenho uma edição de “Fábulas de
La Fontaine”, da editora Lafonte, mas confesso que sempre preferi o Esopo a La
Fontaine, não sei por quê. Provavelmente pelo valor de formação, pois lembro
que ele era o mais citado nas aulas de literatura quando eu era estudante de
ensino médio.
O livro é pequenino. Não é nem
uma edição de luxo e estava embalado, o que não me permitiu verificar a
qualidade do seu interior. Também não quis pedir isso ao vendedor (opção
minha). Na verdade, para mim isso não importava. O que contava é que era uma coletânea
de textos do Esopo. Aliás, abrindo parênteses aí, os textos são atribuídos a
ele, embora que até mesmo a sua origem seja meio que “incerta”.
Sendo assim, trouxe o pequeno livro para casa e quando o abri, me surpreendi com o seu conteúdo. Tudo de boa qualidade, letras de tamanho adequado para uma leitura prazerosa. Até ilustrações ele tem para algumas das fábulas. A edição reúne 358 textos, de caráter lacônico mesmo, uma das características das fábulas, trazendo ao final a sua respectiva moral e que se torna impossível não associar com algum fato de nossas vidas. A edição ainda traz um prefácio da professora Ana Thereza Basílio Vieira, com muitas informações para que o leitor possa ser introduzido no mundo mágico da leitura desse gênero. É uma ótima e interessante alternativa para quem que ficar em casa lendo livros em um feriado como o de hoje.
"A
Alcíone é uma ave que ama o isolamento, vivendo todo tempo no mar.. Dizem que,
para proteger-se dos homens à caça, ela faz ninhos nos rochedos próximos ao
oceano. Certa feita, uma Alcíone que estava prestes a colocar ovos viu uma
elevada rocha sobre o mar e lá foi para fazer seu ninho. Tendo um dia saído
para se alimentar, ocorreu que o mar, sob influência de ventos furiosos e
revolto por ondas, subiu até o ninho e o inundou, matando os filhotes. Depois
que a Alcione voltou, ao saber do ocorrido disse: 'Infeliz de mim, eu que,
querendo me proteger da terra, fugi para esse mar, que me foi mais desleal!'
Moral: Assim também, entre os homens, alguns se protegem dos inimigos esquecendo-se de que caem nas mãos de amigos muitos mais perigosos do que inimigos"
Boa leitura!!!





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